O que é a poesia? Uma ilha cercada de palavras por todos os lados.

O Dia Nacional da Poesia, 14 de março, não coincide por acaso com a comemoração do nascimento do grande escritor baiano, Castro Alves. Poeta do Romantismo, foi autor de belíssimas obras, como o “Navio Negreiro” e “Espumas Flutuantes”. Sua arte era movida pelo amor e luta por liberdade e justiça.

       A palavra “poesia” tem origem grega e significa “criação”. É definida como a arte de escrever em versos, com o poder de modificar a realidade, segundo a percepção do artista. Antigamente, os poemas eram cantados, acompanhados pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isso, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico. Hoje, os poemas podem ser divididos em quatro gêneros: épico, didático, dramático e lírico. As linhas de um poema são os versos. O conjunto desses versos chama-se “estrofe”. Os versos podem rimar entre si e obedecer à determinada métrica, que é a contagem das sílabas poéticas de um verso. Os versos mais tradicionais são as redondilhas; a redondilha menor tem cinco sílabas, e a maior com sete; os versos decassílabos, dez; os alexandrinos, doze. No Brasil, os primeiros poemas surgiram junto com o seu descobrimento, pois os jesuítas usavam versos para catequizar os índios.

        Depois, surgiram outras formas de poesia, como o barroco (1601-1768), o arcadismo (1768-1836), o romantismo (1836-1870), o parnasianismo (1880-1893), o simbolismo (1893-1902), o pré- modernismo (1902-1922), o Modernismo (1922-1962), até a forma de hoje.

    Representada por todo o Brasil, de norte a sul, a Cachaça também ganhou a sua própria poesia:

A CACHAÇA

 

A primeira queima a goela
desce forte e vai rasgando,
a segunda refestela
desce fresca e deslizando.

Desde os tempos do império
que ela é muito apreciada,
pobre “bebe” sem mistério
o rico a “toma” velada.

Nas festas de “gente boa”
quase não se fala nela,
mas na “moita” a tal patroa
é chegada na “amarela”.

Não conheço um brasileiro,
mesmo cheio de chilique,
que ignore o santo cheiro
de uma pura de alambique.

Tome pura ou com raiz,
o importante é o ritual
de passar pelo nariz
benza a deus e “desce o pau”.

A danada sempre agrada,
seja pura ou caipirinha
dentre todas destiladas,
aprecio a tal branquinha.

O sabor que arde e queima
tem aroma original,
e apesar de tanta teima
é preferência nacional.

A lenda diz que a primeira
foi Jesus quem produziu
o que me reforça a crença
de que deus é do Brasil.

Luiz Angelo Vilela Tannus.

Fontes:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/

http://sitedepoesias.com

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s