Mais sofisticação no setor de alimentação mineiro

     

Demanda por linha gourmet dobra em 2 anos e leva empresas alimentícias a se reestruturarem para atender o público

fonte: Hoje em Dia

     O aumento da demanda por produtos gourmet, que chegou a dobrar em apenas dois anos, tem levado as empresas do setor de alimentação a se reestruturar para atender um público cada vez mais exigente. Abertura de novas fábricas, repaginação de marcas e treinamento de profissionais para atuar no segmento são algumas das mudanças em curso, que têm demandado investimentos milionários dessa indústria.

      Os alimentos da linha gourmet, considerada aquela mais sofisticada, são os principais responsáveis pelo crescimento de 15% previsto para a indústria de alimentos neste ano, segundo o gerente do Departamento de Economia da Associação Brasileira da Indústria do Alimento (Abia) , Amilcar Lacerda de Oliveira. O faturamento esperado em 2011 é de R$ 380 bilhões, enquanto 2010 registrou um montante de R$ 330 bilhões. “A procura por produtos de maior valor agregado tem aumentado nos últimos dois anos. Em 2009, a participação deles no total das vendas era de cerca de 10%. Neste ano, saltou para 20%”, afirma.

As principais justificativas para esse crescimento são o aumento da renda e da confiança do consumidor. Além disso, pesam no resultado o maior acesso dos brasileiros a informações via internet ou viagens, o que expande o conhecimento referente à culinária e novos produtos gastronômicos.

Em decorrência dessa maior busca dos clientes por produtos gourmet, o grupo Domingos Costa, detentor das marcas Vilma Alimentos, líder nacional em diversos segmentos de misturas, e Pirata, dentre outras, realizou um investimento de R$ 9 milhões na criação de uma nova marca de massas artesanais, a Giuseppina. O investimento se somou ao já realizado em 2010, quando a empresa passou a atuar no segmento de alimentos especiais, por meio do lançamento da massa Vilma Gourmet. “Essa linha nos exigiu a montagem de uma fábrica, uma nova técnica de produção, contratação de pessoas e treinamento específico”, ressaltou o vice-presidente de Vendas e Marketing do grupo, Cezar Tavares.

Desde 2005, a Cachaçaria Germana passou a oferecer diferentes sabores da bebida para a exportação. Mas, nos últimos dois anos, começou a demanda do mercado interno pelas bebidas especiais, segundo a sócia da empresa, Dirlene Maria Pinto. “Fizemos cachaças que combinam mais com churrasco, para tomar pura e gelada e outra para tomar com energético. São vários tipos, a fim de atingir diferentes públicos”, afirma.

O próximo passo, de acordo com ela, será uma campanha de marketing, que levará a bebida a festas em diferentes pontos de Minas Gerais para apresentá-la ao público-alvo a partir de 2012. O investimento nesse processo será de R$ 400 mil.

Já o aporte para fabricar novas receitas de alimentos especiais feito pela Forno de Minas será da ordem de R$ 40 milhões, entre 2009 e 2012, como informa o presidente da marca, Hélder Mendonça. Ele explica que a criação de novos produtos foi a forma encontrada pela empresa para se diferenciar no mercado. “A indústria está se consolidando com a união de gigantes. Decidimos nos diferenciar como uma butique de alimentos para alcançar nichos de mercado que buscam qualidade dos produtos”, afirma.

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